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/ / Orgânico (2014)


Com cinco anos de estrada, a Distintivo Blue lança seu terceiro EP. ‘‘Orgânico’’ traz uma proposta bem diferente do que foi lançado até o momento. Na verdade, o objetivo deste EP era e ainda é bem despretensioso. A banda, desde o lançamento do compacto  ‘‘Miopia’’ (2012) produziu bastante material inédito, cuja maior parte já é executada em shows. Restava então amadurecer todas as novas músicas e gravá-las. Mas, como sempre, o maior desafio do músico independente é financeiro. Resolvemos gravar algumas faixas no formato acústico, que consolidamos em ensaios abertos semanais, em praças públicas ou locais do gênero. A princípio seriam três ou quatro. Depois a ideia foi crescendo até as oito presentes neste EP.

A ideia era gravar as músicas à moda antiga, com todos os músicos tocando ao mesmo tempo, sem muita firula. Alugaríamos o estúdio por algumas horas,  levaríamos todas as pistas para casa e mixaríamos nós mesmos. O velho princípio do  ‘‘faça você mesmo’’ sempre foi presente em nossa história. Assim fizemos. Gravamos seis faixas no Estúdio Drummond, onde gravamos o EP  Riffs, Shuffles, Rock n’ Roll e  2012, Miopia e fizemos algumas filmagens e fotos. Depois colocamos tudo num HD externo e eu, do alto da minha ignorância, comecei a mixar, num PC comum, com caixas de som comuns, ouvindo no iPod enquanto andava pela rua, sempre atento para os detalhes. 

Durante esse processo tivemos mais uma ideia: por que não gravar mais uma faixa no formato voz e violão? A faixa em questão era Charity and Mercy, de Camilo Oliveira, recém substituído por Lavus Bittencourt. Essa é uma daquelas canções criadas para esse formato, apesar de já termos criado uma versão para banda (lançada posteriormente no álbum Todos os Dias, Vol. 1). Decidimos que ninguém melhor que o próprio autor para gravá-la. Reservamos uma pauta no Teatro Glauber Rocha, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, lugar tão familiar a todos nós, para testarmos o novo gravador que adquirimos. Faltando alguns dias, resolvemos trazer à luz uma outra faixa, projetada para ser tocada pela banda completa, mas também nessa versão minimalista, a melancólica  Blues a Rosa, com o então mais novo guitarrista da DB ao violão. O resultado foi, no mínimo, interessante.

Minimalismo foi a palavra-chave deste novo trabalho. A ideia é mostrar a banda da forma mais crua possível, sem solos perfeitos, sem firulas. Até os eventuais erros seriam aceitos, se não fossem grotescos demais. Escolhemos algumas faixas inéditas, que seriam gravadas nos próximos EPs  em versões caprichadas, para dar um pequeno aperitivo do que andávamos produzindo. Unimos isso a versões de músicas já conhecidas, como a clássica  Luar do Pontal e a aclamada  2012, Miopia e uma versão que apenas os que já foram a algum show da DB puderam conferir:  De Cara No Blues II, uma roupagem totalmente diferente da original, gravada em 2011, e velha conhecida dos Joes desde 2004, aproximadamente. Em meio a essa mistura, por que não inserir, como faixa-bônus, um cover de uma música que estávamos meio que apaixonados? Assim surgiu a ideia de gravar  Looking Out My Back Door, do Creedence Clearwater Revival, cujo único defeito, em nossa opinião, é ser curta demais. Esperamos que curtam nossa brincadeira.

O título pensado anteriormente foi Acústico e Orgânico, o que resumia perfeitamente a nossa proposta neste EP que, como já disse, veio apenas para não deixar vocês desamparados enquanto arranjávamos grana para gravar as novas músicas. O objetivo ainda é esse, mas acredito termos aqui um resultado válido e interessante. Como gravamos todos juntos, para filmarmos, o vazamento entre canais foi inevitável, o que deu bastante trabalho na mixagem. Como sou apenas um curioso, jamais me iludi de que conseguiria fazer um milagre, mas ainda assim gostei do resultado. Se era um registro histórico legítimo deste momento em que vivemos, é exatamente isso que este EP oferece. É um elo de ligação entre os  ‘‘Early Days’’ e a nova fase do grupo, com estilo mais amadurecido, mas ainda o bom e velho blues.

(I. Malforea)

Setlist: 

1 - Doze Horas (I. Malforea)
2 - De Cara no Blues II (Thomaz Oliveira)
3 - 2012, Miopia (I. Malforea)
4 - Charity and Mercy (Camilo Oliveira)
5 - Luar do Pontal (I. Malforea)
6 - Na Trilha do Blues (Thomaz Oliveira)
7 - Blues a Rosa (I. Malforea)
8 - Looking Out MyBackdoor (John C. Fogerty)


Ouça no Spotify:




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Publicado por I. Malforea

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Orgânico (2014)


Com cinco anos de estrada, a Distintivo Blue lança seu terceiro EP. ‘‘Orgânico’’ traz uma proposta bem diferente do que foi lançado até o momento. Na verdade, o objetivo deste EP era e ainda é bem despretensioso. A banda, desde o lançamento do compacto  ‘‘Miopia’’ (2012) produziu bastante material inédito, cuja maior parte já é executada em shows. Restava então amadurecer todas as novas músicas e gravá-las. Mas, como sempre, o maior desafio do músico independente é financeiro. Resolvemos gravar algumas faixas no formato acústico, que consolidamos em ensaios abertos semanais, em praças públicas ou locais do gênero. A princípio seriam três ou quatro. Depois a ideia foi crescendo até as oito presentes neste EP.

A ideia era gravar as músicas à moda antiga, com todos os músicos tocando ao mesmo tempo, sem muita firula. Alugaríamos o estúdio por algumas horas,  levaríamos todas as pistas para casa e mixaríamos nós mesmos. O velho princípio do  ‘‘faça você mesmo’’ sempre foi presente em nossa história. Assim fizemos. Gravamos seis faixas no Estúdio Drummond, onde gravamos o EP  Riffs, Shuffles, Rock n’ Roll e  2012, Miopia e fizemos algumas filmagens e fotos. Depois colocamos tudo num HD externo e eu, do alto da minha ignorância, comecei a mixar, num PC comum, com caixas de som comuns, ouvindo no iPod enquanto andava pela rua, sempre atento para os detalhes. 

Durante esse processo tivemos mais uma ideia: por que não gravar mais uma faixa no formato voz e violão? A faixa em questão era Charity and Mercy, de Camilo Oliveira, recém substituído por Lavus Bittencourt. Essa é uma daquelas canções criadas para esse formato, apesar de já termos criado uma versão para banda (lançada posteriormente no álbum Todos os Dias, Vol. 1). Decidimos que ninguém melhor que o próprio autor para gravá-la. Reservamos uma pauta no Teatro Glauber Rocha, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, lugar tão familiar a todos nós, para testarmos o novo gravador que adquirimos. Faltando alguns dias, resolvemos trazer à luz uma outra faixa, projetada para ser tocada pela banda completa, mas também nessa versão minimalista, a melancólica  Blues a Rosa, com o então mais novo guitarrista da DB ao violão. O resultado foi, no mínimo, interessante.

Minimalismo foi a palavra-chave deste novo trabalho. A ideia é mostrar a banda da forma mais crua possível, sem solos perfeitos, sem firulas. Até os eventuais erros seriam aceitos, se não fossem grotescos demais. Escolhemos algumas faixas inéditas, que seriam gravadas nos próximos EPs  em versões caprichadas, para dar um pequeno aperitivo do que andávamos produzindo. Unimos isso a versões de músicas já conhecidas, como a clássica  Luar do Pontal e a aclamada  2012, Miopia e uma versão que apenas os que já foram a algum show da DB puderam conferir:  De Cara No Blues II, uma roupagem totalmente diferente da original, gravada em 2011, e velha conhecida dos Joes desde 2004, aproximadamente. Em meio a essa mistura, por que não inserir, como faixa-bônus, um cover de uma música que estávamos meio que apaixonados? Assim surgiu a ideia de gravar  Looking Out My Back Door, do Creedence Clearwater Revival, cujo único defeito, em nossa opinião, é ser curta demais. Esperamos que curtam nossa brincadeira.

O título pensado anteriormente foi Acústico e Orgânico, o que resumia perfeitamente a nossa proposta neste EP que, como já disse, veio apenas para não deixar vocês desamparados enquanto arranjávamos grana para gravar as novas músicas. O objetivo ainda é esse, mas acredito termos aqui um resultado válido e interessante. Como gravamos todos juntos, para filmarmos, o vazamento entre canais foi inevitável, o que deu bastante trabalho na mixagem. Como sou apenas um curioso, jamais me iludi de que conseguiria fazer um milagre, mas ainda assim gostei do resultado. Se era um registro histórico legítimo deste momento em que vivemos, é exatamente isso que este EP oferece. É um elo de ligação entre os  ‘‘Early Days’’ e a nova fase do grupo, com estilo mais amadurecido, mas ainda o bom e velho blues.

(I. Malforea)

Setlist: 

1 - Doze Horas (I. Malforea)
2 - De Cara no Blues II (Thomaz Oliveira)
3 - 2012, Miopia (I. Malforea)
4 - Charity and Mercy (Camilo Oliveira)
5 - Luar do Pontal (I. Malforea)
6 - Na Trilha do Blues (Thomaz Oliveira)
7 - Blues a Rosa (I. Malforea)
8 - Looking Out MyBackdoor (John C. Fogerty)


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