3 de jan de 2011

Biografia

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DB em 2011: Camilo Oliveira, Rômulo Fonseca, Junior Damaceno, I. Malforea e o gato Elvis

A ideia da Distintivo Blue surgiu por volta de julho de 2009 em Vitória da Conquista-BA, quando I. Malforea, Rômulo Fonseca e Camilo Oliveira, ex-integrantes da banda The New Old Jam decidiram iniciar um projeto de blues. Como é difícil encontrar músicos de blues na região, escolheram manter o formato acústico (voz/gaita/2 violões) enquanto procurariam outros integrantes. Fizeram alguns ensaios usando o nome provisório de Bluenote Band até que Rômulo deixou a banda, quando o nome Distintivo Blue já havia sido adotado.

Como uma dupla era ainda mais difícil fazer o projeto seguir em frente. Malforea decidiu então chamar alguns músicos do cenário rock da cidade para fazer uma experiência. Entraram então Fernando Bernardino (guitarra), da Rádio Zero e posteriormente Os Barcos, Dieguinho (baixo), da Ladrões de Vinil e Garboso e Thomaz Oliveira(bateria), da extinta The New Old JamCafé com Blues. O primeiro show foi no dia 22 de janeiro de 2010. Logo depois, Camilo, decide deixar o grupo. Thomaz, que apenas faria o primeiro show também não continua com o grupo.

Imediatamente após o primeiro show gravam a música Luar do Pontal, de autoria de I. Malforea, composta para a The New Old Jam, mas nunca executada. A música entra para o CD Máfia da Mortadela, uma coletânea de bandas de blues brasileiras com músicas em português, onde a DB é a única representante de fora do eixo Rio-São Paulo. Com essa música a banda tornou-se mais conhecida fora da sua cidade que dentro. Hoje diversas rádios pelo Brasil a executam. Graças também à internet.

Encontrar integrantes certos para a DB sempre foi o maior desafio. Muitos músicos leigos no estilo consideram o blues fácil de tocar, mas quando se deparam com a dura realidade descobrem que sem feeling não existe blues. Durante todo o ano de 2010 a DB trocou de músicos várias vezes, principalmente pela carência de músicos de blues da região. Ao todo já tocaram no grupo 16 pessoas diferentes.

No final de 2010 Rômulo retorna ao grupo. Entra pouco depois Júnior Damaceno (assassinado em setembro de 2011) no baixo e Camilo Oliveira também retorna, fazendo com que a formação original da DB esteja de volta, 1 ano depois. Mais três músicas são gravadas: Extempore Blues, instrumental de Rômulo Fonseca, De Cara no Blues, de Thomaz Oliveira, que seria a primeira da The New Old Jam a ser gravada, e Blues do Covarde, de I. Malforea, com uma irônica crítica às pessoas de má vontade.

Em 2011 é lançado o primeiro EP da banda: Aplicando a Lei foi apresentado ao mundo no programa O Som da Tribo, já com Rodrigo Bispo no baixo. Em mídia de mini-CD e edição limitada e numerada (apenas 110 cópias) possuía uma faixa multimídia contendo material exclusivo para cada unidade, fazendo com que cada CD fosse único. Posteriormente o EP foi relançado em formato SMD patrocinado pelo BNB / BNDES. Também nesse ano foi lançada a zine BLUEZinada!, distribuida gratuitamente até hoje em shows, com o objetivo de trazer a banda para mais perto do público, bem como o blues e o jazz.

Em 2012 é a vez do EP Riffs, Shuffles, Rock N' Roll, contendo a aclamada faixa Na Trilha do Blues (que participou do X Festival de Música Educadora FM e integrou a segunda edição do CD Máfia da Mortadela). Foi um valioso processo de amadurecimento da banda, que ainda sofria com as contantes alterações na formação, especialmente de baterista. Após o lançamento do EP, a banda passou a se apresentar em formato acústico, com I. Malforea na voz e cajón, até a chegada de Weslei Lima, que até hoje faz parte do grupo. Também foi integrado o naipe de metais, com Horton Macedo (sax), Daniel Novaes (trompete) e Paulinho do Trombone.

Em 2013 o grupo sentiu o peso de se fazer blues no interior da Bahia. Com pouca expectativa para o futuro e decepcionados com o excesso de politicagem e jogos de interesse em que o cenário cultural é imerso, a banda decide encerrar suas atividades. Antes, porém, gravam e lançam o single 2012, Miopia, que levou a banda ao X Festival de Música da Bahia apenas com uma gravação tosca de um ensaio, feita em celular. Após o lançamento, a DB lançou uma nota anunciando seu fim.

Em 2014 o grupo retorna, fazendo uma série de shows acústicos e compondo músicas novas incansavelmente. A pausa se revelou saudável e construtiva. O grupo lançou o EP Orgânico, totalmente acústico, com músicas inéditas, versões diferentes de já conhecidas e até mesmo um cover do Creedence Clearwater Revival. O destaque foi a canção Doze Horas, mostrando que a DB não se apega a rótulos, revelando uma banda mais madura e com fortes influências do southern rock. Trata-se de um disco "de espera" enquanto não é produzido o próximo disco de estúdio, para que os fãs não fiquem desamparados por tanto tempo. A ideia foi ser o mais econômico possível, gravando todas as faixas de uma vez e levando para mixar em casa. Tosco, mas orgânico!

Este foi, também, o ano da primeira turnê da banda. Os Joes percorreram diversos estados do nordeste percebendo o quanto seu trabalho é valorizado fora de casa. Isso deu um ânimo extra para que planejassem mais turnês e até mesmo uma mudança para outra região do país, onde seu estilo seja mais bem-aceito. Vejamos os próximos capítulos. A banda acredita que o blues brasileiro ainda está muito verde e restrito, por isso merece letras mais amadurecidas e um contato melhor com o público, especialmente pela internet, a grande arma dos músicos do novo século.

(última atualização: 18/09/2014)

2 comentários :

Clóvis Campêlo on 14 de fevereiro de 2011 07:15 disse...

Temos um programa de blues (Todos os blues) na Rádio Universitária AM do Recife. Enviem notícias e material para cloviscampelo@yahoo.com.br.

Clube do Jazz Paraíba Brasil on 6 de maio de 2012 07:36 disse...

Nosso objetivo é criar em todas as áreas de atuação, atividades que primem pelo incentivo ao prazer de pensar e ao de descobrir-se, considerando-os alimentos indispensáveis à sobrevivência da fantasia, da alegria da musica e da vontade de viver, além de atuar como verdadeiro antídoto contra a chamada "Cultura de violência". Voltado para o aumento da capacidade crítica da população em geral, sem nenhum preconceito de ordem religiosa, étnica ou social, e para a elevação do sentimento de auto-estima do artista, ou seja, de pertencimento à cidade, ao bairro e ao grupo social.
Uma das maiores prioridades será a de programar ações voltadas para a disseminação do conhecimento e do reconhecimento publico dos valores artísticos com abrangência para ampla faixa etária buscando atingir a vários seguimentos sociais.
http://www.autores.ning.com

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